{"id":14,"date":"2013-11-27T20:59:04","date_gmt":"2013-11-27T20:59:04","guid":{"rendered":"http:\/\/waterlat.org\/pt\/?page_id=14"},"modified":"2017-03-24T16:36:25","modified_gmt":"2017-03-24T16:36:25","slug":"prioridades","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/waterlat.org\/pt\/about\/prioridades\/","title":{"rendered":"Prioridades de Pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>O plen\u00e1rio do <a href=\" https:\/\/waterlat.org\/pt\/encontros\/encontros-abertos\/waterlat-2009\/\/\">I Encontro Internacional: \u201cA Ecologia Pol\u00edtica da \u00c1gua na Am\u00e9rica Latina: Definindo uma Estrat\u00e9gia de Investiga\u00e7\u00e3o\u201d<\/a>, discutiu e aprovou os Temas Gerais e as Prioridades de Pesquisa. O Encontro teve lugar em Barcelona no 14- 16 de outubro de 2009. Os Temas e Prioridades t\u00eam sido discutidos e confirmados durante os <a href=\" https:\/\/waterlat.org\/pt\/encontros\/internal\/\">Encontros Internos da Rede<\/a> que acontecem regularmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Temas gerais que abrangem as prioridades de pesquisa da Rede WATERLAT-GOBACIT<\/h2>\n<div>\n<p>1) O car\u00e1ter capitalista do governo e a gest\u00e3o da \u00e1gua. A din\u00e2mica central que estrutura majoritariamente as a\u00e7\u00f5es de governo e gest\u00e3o da \u00e1gua no \u00e2mbito mundial ocorre de acordo com o processo de acumula\u00e7\u00e3o do capital. Considera\u00e7\u00f5es como a insustentabilidade e a justi\u00e7a ambiental ficam subordinadas \u00e0 din\u00e2mica dominante do processo de acumula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2) A g\u00eanese da indefensabilidade* em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua. Os seres humanos est\u00e3o expostos a uma ampla gama de perigos e danos relacionados com o governo e gest\u00e3o da \u00e1gua, que se derivam de uma s\u00e9rie de causas como a falta de acesso \u00e0 \u00e1gua e a seus servi\u00e7os ou a exposi\u00e7\u00e3o a fen\u00f4menos naturais ou antr\u00f3picos como inunda\u00e7\u00f5es, secas ou a contamina\u00e7\u00e3o h\u00eddrica. A percep\u00e7\u00e3o desses perigos e danos potenciais e a crescente capacidade humana de antecipa\u00e7\u00e3o, previs\u00e3o e medi\u00e7\u00e3o destes, s\u00e3o encapsuladas no conceito de risco, que poder\u00edamos denominar de \u201crisco h\u00eddrico\u201d. Na WATERLAT-GOBACIT nos interessa n\u00e3o somente o estudo da vulnerabilidade e da fragilidade humana em rela\u00e7\u00e3o a esses perigos e danos potenciais, mas fundamentalmente o processo de g\u00eanesis da indefensabilidade que afeta amplos setores da popula\u00e7\u00e3o que convive com amea\u00e7as \u00e0 vida.<\/p>\n<p>3) Confrontando a indefensabilidade social: a constru\u00e7\u00e3o de alternativas para o uso, a gest\u00e3o e o controle da \u00e1gua. A constru\u00e7\u00e3o de alternativas entendida como um complexo processo social que resulta tanto de iniciativas planificadas, intencionais, como de din\u00e2micas \u201ccegas\u201d, n\u00e3o planejadas e frequentemente aleat\u00f3rias. A constru\u00e7\u00e3o de alternativas n\u00e3o consubstancia em si mesma um valor positivo ou negativo, nem \u00e9 concebida como um processo mec\u00e2nico ou linear, j\u00e1 que as alternativas podem ter efeitos n\u00e3o esperados e fracassar, bem como, tornar-se exitosas e produzir as transforma\u00e7\u00f5es esperadas.<\/p>\n<p>_________________<\/p>\n<p>*\u00a0Enquanto que a \u201cvulnerabilidade\u201d implica na susceptibilidade a sofrer feridas ou ataques e a \u201cfragilidade \u00e9 a qualidade ou estado de uma coisa que pode ser quebrada ou destru\u00edda com facilidade, a \u201cindefensabilidade\u201d incorpora a dimens\u00e3o social do problema, corresponde a propriedade de carecer de meios para defender-se, estar desarmado.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Prioridades de investiga\u00e7\u00e3o da REDE WATERLAT-GOBACIT:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>1. A dimens\u00e3o pol\u00edtica e os conflitos por \u00e1gua<\/strong><\/p>\n<p>A necessidade de questionar e repolitizar os discursos dominantes relacionados com o governo e a gest\u00e3o da \u00e1gua. Por exemplo, o discurso da \u201cadapta\u00e7\u00e3o as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d (por que s\u00e3o os pobres os que devem adaptar-se?), ou o \u201cpagamento por servi\u00e7os ambientais\u201d.<\/p>\n<p>O conflito entre soberania alimentar e o avan\u00e7o das monoculturas (conflitos sobre usos da \u00e1gua, solo, biota, etc).<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre o conflito e governan\u00e7a participativa da \u00e1gua (por exemplo, a contradi\u00e7\u00e3o entre empoderamento e desmobiliza\u00e7\u00e3o resultante dos processos participativos). Um mapeamento emp\u00edrico desses conflitos.<\/p>\n<p>Os conflitos existentes ou potenciais por \u00e1gua entre os pa\u00edses.<\/p>\n<p>O estudo da infraestrutura h\u00eddrica como ator (a infraestrutura como obra antropol\u00f3gica, social, que encarna normas sociais de poder).<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o de alternativas de governo e gest\u00e3o da \u00e1gua e sua co-gest\u00e3o. Formas de multiculturalidade resistentes e dominantes.<\/p>\n<p>Examinar as tend\u00eancias da pol\u00edtica hidr\u00e1ulica e os conflitos que estas geram.<\/p>\n<p>O paradoxo que surge do reconhecimento crescente da \u201cpolitiza\u00e7\u00e3o\u201d do ambiente aqu\u00e1tico, ao mesmo tempo em que este se despolitiza na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Estudo dos conflitos pela \u00e1gua. Temas de justi\u00e7a ambiental (linguagens de valora\u00e7\u00e3o), rela\u00e7\u00f5es de poder, causas dos conflitos.<\/p>\n<p><strong style=\"line-height: 1.714285714; font-size: 1rem;\">2. A dimens\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas e a legisla\u00e7\u00e3o\/ administra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As consequ\u00eancias sociais e ambientais dos instrumentos de \u201cgovernabilidade\u201d da \u00e1gua (leis, mecanismos administrativos, etc.).<\/p>\n<p>A gest\u00e3o p\u00fablica e comunit\u00e1ria da \u00e1gua (o papel do estado, os processos de participa\u00e7\u00e3o e controle social democr\u00e1tico).<\/p>\n<p>As iniciativas locais como formas de descentraliza\u00e7\u00e3o \u201cde fato\u201d, como \u00e9 o exemplo dos servi\u00e7os locais da \u00e1gua no Paraguai.<\/p>\n<p>O papel e a incid\u00eancia (estrat\u00e9gias, etc.) dos movimentos sociais na formula\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de \u00e1gua e saneamento.<\/p>\n<p>Os desafios e oportunidades que confronta a cria\u00e7\u00e3o ou recupera\u00e7\u00e3o de empresas p\u00fablicas de \u00e1gua e saneamento.<\/p>\n<p>O impacto social do financiamento no setor da \u00e1gua. Est\u00e1 ocorrendo uma transi\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o do recurso \u00e1gua \u00e0 gest\u00e3o de empresas da \u00e1gua?<\/p>\n<p>A grande variedade de experi\u00eancias de auto-governo da \u00e1gua, buscando uma descri\u00e7\u00e3o rigorosa das alternativas \u201creais\u201d.<\/p>\n<p>Monitoramento e acompanhamento de leis e pol\u00edticas p\u00fablicas (ex. observat\u00f3rios dos servi\u00e7os p\u00fablicos de \u00e1gua, etc.).<\/p>\n<p>Monitoramento e acompanhamento de eventos extremos relacionados com a \u00e1gua (ex. Impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica).<\/p>\n<p>Planifica\u00e7\u00e3o no setor da \u00e1gua a n\u00edvel nacional e local.<\/p>\n<p>Estudos comparativos da \u201clinguagem\u201d utilizada pelas institui\u00e7\u00f5es internacionais em rela\u00e7\u00e3o ao governo e gest\u00e3o da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Estudos de diagn\u00f3stico dos riscos h\u00eddricos e identifica\u00e7\u00e3o do \u201cinterlocutor\u201d neste processo.<\/p>\n<p>Os problemas do assentamento de popula\u00e7\u00f5es em zonas ecol\u00f3gicas fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>O governo e gest\u00e3o de \u00e1guas transfronteiri\u00e7as.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a h\u00eddrica.<\/p>\n<p><strong style=\"line-height: 1.714285714; font-size: 1rem;\">3. A dimens\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e controle do conhecimento sobre a \u00e1gua<\/strong><\/p>\n<p>O papel da ci\u00eancia, especialmente as ci\u00eancias de gest\u00e3o da \u00e1gua. Como se desenvolvem e aplicam estes conhecimentos (cr\u00edtica da pretendida neutralidade dos mesmos).<\/p>\n<p>A cr\u00edtica da \u201ctecnocracia\u201d da \u00e1gua.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a dos acad\u00eamicos na formula\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas da \u00e1gua a n\u00edvel local.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre a academia e os atores sociais no tocante \u00e0 \u00e1gua.<\/p>\n<p>O registro sistem\u00e1tico de experi\u00eancias e de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento original sobre a resolu\u00e7\u00e3o de problemas relacionados com a gest\u00e3o da \u00e1gua.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de uma ecologia pol\u00edtica da \u00e1gua que transcenda as divis\u00f5es disciplinares natureza-sociedade.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O plen\u00e1rio do I Encontro Internacional: \u201cA Ecologia Pol\u00edtica da \u00c1gua na Am\u00e9rica Latina: Definindo uma Estrat\u00e9gia de Investiga\u00e7\u00e3o\u201d, discutiu e aprovou os Temas Gerais e as Prioridades de Pesquisa. 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