AT3 – O Ciclo Urbano da Água e os Serviços Públicos Essenciais

Apresentação

A AT3 surge dos trabalhos de um grupo de pesquisadores que criaram a Rede WATERLAT-GOBACIT através de sua participação numa série de projetos coletivos e individuais. Estes incluíram a realização de estudos monográficos sobre as lutas pelo acesso a água em zonas urbanas da América Latina (Castro, 1992, 2006; Swyngedouw, 1995, 2004). Outro projeto envolveu a participação de pesquisadores em estudos sobre a gestão da água em grandes áreas metropolitanas da Europa e Meio Oriente (Projeto METRON, 1998-2000), os que deram lugar a contribuições importantes ao campo da ecologia política da água urbana (Swyngedouw et. al., 2002). Um projeto fundante da AT3 e da própria Rede WATERLAT-GOBACIT foi PRINWASS, um estudo sobre as políticas de privatização em África, América Latina e Europa (PRINWASS, 2001-2004), que deu lugar a uma série de publicações de membros da Rede e colaboradores externos (ver entre outros, os Cadernos de Trabalho da Rede WATERLAT-GOBACIT: Castro, 2014b e c). Ao concluir PRINWASS em 2004, um grupo dos pesquisadores do projeto decidiu criar a Rede GOBACIT, que posteriormente se transformaria em WATERLAT-GOBACIT. A AT3 cresceu nos anos seguintes com a incorporação de novos pesquisadores, estudantes, especialistas do setor público, e representantes de organizações sociais, sindicatos, e outros setores da sociedade civil, especialmente em América Latina e Europa. Isto deu lugar a novas colaborações, que incluíram um número de publicações com capítulos e artigos de membros da AT3 e autores convidados em livros (Castro e Heller, 2009; Heller e Castro, 2013; Castro, Heller e Morais, 2015), dossiês em jornais (Castro e Lacabana, 2005; Castro, Heller, e Drakeford, 2007; Castro e Ruiz, 2009; Castro, Heller e Morais, 2013; Moraes, Beretta, e Zanta, 2013; Santos, Moraes, e Gomes de Pinho, 2012) e Cadernos de Trabalho da Rede WATERLAT-GOBACIT (Castro et. al., 2013; Castro, 2014a). Recentemente a AT3 tem contribuído a Rede com dois projetos de pesquisa internacionais, DESAFIO (2013-2015) e UrbanRain (2014-2017), o primeiro dos quais gerou a publicação de 10 números dos Cadernos de Trabalho da Rede WATERLAT-GOBACIT (Vol. 2, No 6 a 16, que podem consultar-se na página de Internet dos Cadernos).

 

Temas que cobre a AT3

Membros da AT3

Cadernos de Trabalho da AT3

Galeria multimídia da AT3


 

References:

Castro, José Esteban (1992), El Conflicto por el Agua en México. Los Casos de Tuxtla Gutiérrez, Chiapas, y Ciudad Juárez, Chihuahua, 1986-1991. Tesis de Maestría en Ciencias Sociales, Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO), México.

Castro, José Esteban (2006), Water, Power, and Citizenship. Social Struggle in the Basin of Mexico, Houndmills, Basingstoke and New York: Palgrave-Macmillan.

Castro, José Esteban (Ed.) (2014a), “Contradicciones, obstáculos y oportunidades que presenta la implementación del derecho humano al agua”, Cadernos de Trabalho da Rede WATERLAT-GOBACIT, Vol. 1. No 2.

Castro, José Esteban (Ed.) (2014b), “Un examen de la política de privatización de los servicios de agua y saneamiento en América Latina. La experiencia de Argentina”. Cadernos de Trabalho da Rede WATERLAT-GOBACIT, Vol. 1, No 3.

Castro, José Esteban (Ed.) (2014c), “Um exame da política de privatização dos serviços de saneamento na América Latina. A experiência de Brasil”. Cadernos de Trabalho da Rede WATERLAT-GOBACIT, Vol. 1, No 4.

Castro, José Esteban, Léo Heller, e Mark Drakeford (Eds.) (2007), Dossiê: “Public Policy and the Management of Water and Sanitation Services”, Journal of Comparative Social Welfare, Vol. 23, No 2.

Castro, José Esteban (Ed.), Hermelinda Maria Rocha Ferreira e Alexandre Sávio Ramos (Orgs.) (2013), “Inovações e desafios para a democratização dos serviços de saneamento”, Cadernos de Trabalho da Rede WATERLAT-GOBACIT, Vol. 1, No 1.

Castro, José Esteban, e Léo Heller (Eds.) (2009), Water and Sanitation Services: Public Policy and Management, London and Sterling, VA: Earthscan (Hbk), Routledge, 2012 (Pbk).

Castro, José Esteban, Léo Heller, e Maria da Piedade Morais (Eds.) (2013), Dossiê : “La Lucha por el Derecho al Agua y las Políticas Públicas en América Latina”, Agua y Territorio, No 2.

Castro, José Esteban, Léo Heller e María da Piedade Morais (Eds.) (2015), O Direito à Água como Política Pública na América Latina: uma Exploração Teórica e Empírica, Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Rede WATERLAT-GOBACIT.

Castro, José Esteban e Miguel Lacabana (2005), Dossiê: “Agua y Desarrollo en América Latina”, Cuadernos del CENDES, Vol. 22, No 59.

Castro, José Esteban e Inmaculada Simón Ruiz (eds.), Dossiê: Agua y Desigualdad en América Latina, en Anuario de Estudios Americanos, (ISSN: 0210-5810), Vol. 66, No 2.

Heller, Léo, e José Esteban Castro (Eds.) (2013), Política Pública e Gestão de Serviços de Saneamento, Belo Horizonte e Rio de Janeiro: Editora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Editora Fiocruz.

Moraes, Luiz Roberto Santos, Magda Beretta, e Viviana Maria Zanta (Eds.) (2013), Dossier: “Gestão e Manejo de Águas” , Revista Eletrônica de Gestão e Tecnologias Ambientais (GESTA), Vol 1, No 1.

Projeto DESAFIO (2013-2015), Democratização da Governança da Água e Saneamento mediante Inovações Sócio-Técnicas (DESAFIO), Universidade de Newcastle, Reino Unido (Coordenador).

Projeto METRON (1998-2000), Cidades Metropolitanas e Uso Sustentável da Água (METRON), Universidade de Oxford, Reino Unido (Sócio).

Projeto PRINWASS (2001-2004), Barreiras e condições para a participação da empresa e o capital privados nos serviços de saneamento em Latino América e África: A procura da sustentabilidade econômica, social, e ambiental (PRINWASS), Universidade de Oxford, Reino Unido (Coordenador).

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Santos, Elisabete, Luiz Roberto Santos Moraes, e José Antônio Gomes de Pinho (Eds.) (2012), Dossiê: “O Desafio da Gestão das Águas no Século XXI”, Revista Interdisciplinar de Gestão Social (RIGS), Vol 1, No 1.

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Swyngedouw, Erik, Maria Kaïka e José Esteban Castro (2002), “Urban Water: A Political-Ecology Perspective”, Built Environment, Vol. 28, No. 2, pp. 124-137.